As investigações apontam que associações firmavam Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS para aplicar descontos nas folhas de pagamento dos beneficiários sem autorização. O objetivo declarado era oferecer serviços assistenciais, mas, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), a maioria das entidades sequer tinha estrutura para cumprir o que prometia.

Auditorias realizadas pela CGU em 2023 analisaram 29 entidades com ACTs em vigor, além de entrevistas com 1.300 aposentados afetados pelos descontos. Os resultados são contundentes:

  • A maioria dos entrevistados não reconhece ter autorizado os descontos.
  • 70% das entidades auditadas não apresentaram a documentação completa exigida pelo INSS.

Consequências administrativas e pressão política

Como resultado da operação, seis servidores foram afastados, entre eles o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. O episódio elevou a pressão sobre o governo federal, especialmente sobre o ministro Carlos Lupi (PDT), cuja permanência no cargo tem sido questionada até mesmo por aliados.

Apesar do alto índice de rejeição apontado pela AtlasIntel, o presidente Lula ainda não se manifestou oficialmente sobre a possível exoneração do ministro. A crise, no entanto, amplia o desgaste político e cobra respostas mais enérgicas do Palácio do Planalto.

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