O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou que, caso chegue à Presidência da República, seu primeiro ato será conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, afirmou Tarcísio, ao ser questionado sobre a possibilidade de conceder perdão.

Bolsonaro será julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da próxima terça-feira (2), acusado de tentativa de golpe.

Apesar da declaração, Tarcísio negou que pretenda disputar a eleição de 2026:

“Eu não sou candidato. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do estado. Mas vamos pegar na história recente: o último governador de São Paulo a se tornar presidente foi Jânio Quadros, e antes dele Washington Luís.”

O governador também manifestou descrença na Justiça:

“Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto.”

Além disso, defendeu que o Congresso Nacional construa uma solução política de anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro:

“Essa solução não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil.”

Por fim, Tarcísio cobrou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), paute a votação sobre a anistia.
Motta, porém, rejeitou a pressão:

“A presidência da Câmara é inegociável. A negociação feita para retomar os trabalhos não foi vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia prerrogativas, nem com a oposição, nem com o governo.”

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