Foto por David Riau00f1o Cortu00e9s em <a href=\"https://www.pexels.com/pt-br/foto/floresta-tropical-cercada-por-nevoeiro-975771/\" rel=\"nofollow\">Pexels.com</a>

Dados do Monitor do Fogo Mapbiomas, divulgados nesta quinta-feira, 12, revelam que de janeiro a agosto de 2024, incêndios destruíram 11,39 milhões de hectares do território brasileiro. Essa área é maior que a da Coreia do Sul, que cobre 10.036.400 hectares. Desses, 5,65 milhões de hectares foram consumidos apenas no mês de agosto, representando 49% do total devastado este ano. Esse número equivale à área do estado da Paraíba ou à totalidade da Croácia.

Os incêndios afetaram principalmente áreas de vegetação nativa, que constituem 70% da área queimada. As áreas campestres foram as mais atingidas, representando 24,7% do total. Formações savânicas, florestais e campos alagados também foram fortemente impactados, correspondendo a 17,9%, 16,4% e 9,5% da área queimada, respectivamente. Pastagens foram responsáveis por 21,1% da área afetada.

Entre janeiro e agosto, Mato Grosso, Roraima e Pará foram os estados mais devastados, somando 52% da área atingida pelo fogo. Esses estados fazem parte da Amazônia, o bioma mais afetado até agosto de 2024, com 5,4 milhões de hectares queimados.

O Pantanal teve 1,22 milhão de hectares queimados até agosto de 2024, marcando um aumento de 249% em comparação com a média dos cinco anos anteriores. A Mata Atlântica perdeu 615 mil hectares para os incêndios, enquanto a Caatinga teve 51 mil hectares afetados. Os Pampas registraram apenas 2,7 mil hectares queimados no período de oito meses.

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